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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Exemplos práticos


Tive prova de Ética essa semana. Os alunos da Comunicação Social da Unisc sabem o que é isso. Aos que não sabem, posso resumir: o pavor.

Eram quase cinqüenta arquivos para estudar. Num total de 250 slides, quase. E, tudo isso, para responder quatro questões. Sim, QUATRO.

Dentre os diversos conteúdos, um era valores. Sem entrar em detalhes e nem citar os teóricos (me perdoem, mas estou em recesso quanto a pesquisadores de ética e moral), os valores humanos...

Fiquei pensando.. o que de mais valioso existe?

Só dessa semana, já consigo resumir:


é valioso se sentir útil;

poder ajuda;

nunca parar;


Valioso é que as tuas amigas façam tatuagens que lembre de ti pro resto da vida; é receber delas uma tatuagem de presente;

é poder todos os dias dormir no colo do teu namorado;

é receber um reply no twitter de uma amiga de tanto tempo perguntando onde ela pode te abraçar no teu aniversário;

é valioso ser lembrado;

é valioso ser reconhecido;

e, principalmente, é valioso estudar e trabalhar na melhor universidade do estado!!!! Unisc, nota máxima na avaliação do MEC.

Sabe o que de mais valioso tem a minha vida?? Ser a Bruna Travi.


Eu só quero isso amanhã no meu aniversário: quero o que tenho de mais valioso.


A sorte de conhecer Pâmela Goldschmidt e Júlia Müller


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Se não fosse 27, diria que era 13.

Há tempos que não passo por aqui. Na verdade, desde o BI. Maldito BI

Bom, agosto foi tumultuado. Não só pela maré vermelha, mas por uma sexta-feira que parecia treze, mas estava atrasada por duas semanas.
Quase nove da manhã e toca meu telefone. Se estivesse na rua, provavelmente nem escutaria quem era, tamanha tempestade desabava. Era a Pâ. Kinder, Loira ou simplesmente a Pâmela Goldschmidt. Com certeza, utilizando o adjetivo de um velho amigo, a mais destemida das amigas.

- Bru, saí de casa!
- Sim Pâm, e já chegou na Unisc?
- Não Bru, eu sai de casa. Arrumei minhas trouxas (que no momento imaginei: ela com um cabo de vassoura e um saquinho de pano amarrado na ponta) e coloquei tudo no carro. Preciso de um lugar pra morar.
- Ótimo. Pelo que senti o dia não será bom mesmo. Tá, passa aqui e me pega que eu te ajudo.
- Não, tu não ta entendendo. As minhas trouxas estão no carro. Está um pouquinho apertado.
- Dá nada. Eu me aperto. Vem me pegar.

Quando cheguei no carro dei atenção ao diminutivo usado em “pouquinho apertado”. Era impossível contabilizar. Caixas, roupas, bebidas, sapatos, maquiagem, cobertor, chapinha, secador de cabelo, ....

Bom, sem detalhes maiores, vou simplificar os motivos pelos quais aquela sexta-feira 27, virou 13.

A chuva. A demissão de uma colega. A juntada das trouxas de uma amiga. O Fiesta sem espaço. A chuva. O temporal. O quarto provisório no Charrua. O almoço do Shopping. A escorregada no Shopping. A torcida de pé. Um prato voando no Shopping. Os JK’s visitados inundados. A Afubra e suas trilhões de opções. As plantas que a Pâmela comprou pra casa nova. O apartamento novo. O apartamento novo sem luz. A ré no estacionamento oblíquo. O amiguinho que virou a esquina com tudo. O estrondo. O desespero. Os berros da Pâmela. A minha cabeça zonza. A notória destruição da traseira do Fiesta. O mundo desabando em água. A corretora de Seguro. A imobiliária. Os contratos de aluguel. A percepção de que não conseguiríamos tirar as coisas do porta-malas, a traseira estava demolida. A chuva. Muita chuva. Enfim, o apartamento. As coisa da Lully (minha afilhada) espalhadas no pátio. Enfim descarregamos. A minha casa. A dor de cabeça. A dor muscular por causa da batida. A “Noite das Meninas – Parte I”. A garrafa de Amarula em uma hora. A pizza. A garrafa de Tequila em uma hora. A Bruna, a Pâmela e a Júlia falando merda. A... A... O.. o último gole de tequila. Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

E, pode ser pior! O sábado estava por vir. E a casa nova, sem luz, estava tomada de caixas.
Ao menos teríamos uma Alemoa Severino.

E, não continua no próximo capítulo.. que eu esteja livre de um capítulo igual.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um dia de luto

É sofrido. É a seco. Orgulho e palavras feias à parte, é sofrido pra caralho.
Despertei hoje como uma certeza: azul durante o dia, só o céu.

Dormirei vermelha. Não de choro ou pelo reflexo da camiseta daqueles que estarão comigo. Será vermelha de raiva.

A história final de hoje é irreparável. Já há uma semana que me preparo para essa quarta-feira. Já há uma semana que tento me contentar com a idéia: eles também serão BI.

A nós, gremistas, até o último mês de 2006, o argumento de que somos melhores, era convincente. Desde lá, podemos dizer que eles não são melhores, no máximo, no mesmo nível. Assim será, em mais um quesito, até dezembro. E de dezembro, do que depender da minha fé, continuará. Assim permaneceremos: BI da Libertadores. Só da Libertadores!

Comemorem .. assim, chegaram, enfim, ao nível dos bons. E que eu possa entrar 2011 com o mesmo argumento.

Em dezembro serei azul, como todos os meses do ano. A diferença é o que o meu azul será em tom italiano.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dear John

Um enlatadinho sem um “e viveram felizes para sempre”. Pode isso? Depois de ler “Querido John” descobri que pode.

Passei na livraria da Unisc uns quatro dias antes de ir viajar e espiei o livro. Gostei a descrição, da capa, além de que a ilustração era fofa. Comprei e comecei a ler. Óbvio que não consegui levá-lo na viagem. Terminei com ele em um dia e meio.

É a típica leitura de férias. A história é legal, em alguns pontos dá pra se dizer surpreendente. Quem quiser emprestado é só pedir. Não repare em algumas páginas enrugadas que receberam um banho de lágrimas (normal).

Ainda antes de viajar eu olhei o filme. Como sempre, nem aos pés do livro.

Mas sabe o que me deu mais raiva?! Tudo que o livro tinha pra não ser um enlatadinho qualquer o diretor do filme aboliu.

Ficamos assim: para best-seller, o livro até serve.

Ps: Ainda estou devendo um post sobre a viagem. Mas a preguiça ainda não foi embora.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Los primeros dias

¡Hola chiquitos!
Como é ótimo escrever de um computador em que o teclado já tem a exclamaçao invertida. Por outro lado, estamos sem til.


Bom, chegamos no sábado com as pernas bambas. Pegamos um turbulencia violenta no caminho e pensei que morreria por ali mesmo. Estávamos mortas e dormimos muito rápido!

No domingo, a cidade estava completamente cinza, e a (re)conhecemos com muita chuva. Terminamos no shopping Abasto, mas como estava chovendo, parece-me que todas as pessoas daqui tiveram a mesma ideia.

Chegamos ao hotel e capotamos novamente na cama. Eu e a Blau nem tivemos coragem de sair para jantar. Além da preguiça, a chuva e os 5ºC nos desanimavam.

Hoje tivemos o primeiro dia de aula! Acordamos cedo!
Sao dois professores ótimos! Depois, às 13:30, que é quando terminamos a aula, fomos almoçar e bater perna.

Já está dificil escrever portugues. O español vem tomando conta. Bom, que ótimo! Afinal, estamos aqui pra isso!



Ps: Saudade de ti amor!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Hasta luego

Bom, parto amanhã para a terra hermana. Partiremos amanhã, fica melhor no plural. Eu e Blau, a pequena, vamos de novo hablar com los hermanos. Hoje prometemos fazer vídeos diários, o que eu acho difícil. Mas, ao menos, alguns posts de lá prometo fazer.

A promessa é de um domingo com a temperatura abaixo de 0ºC. Caso meus dedos não congelem, contarei por aqui como está sendo a visita e o curso de espanhol.


Levo na mala (que eu ainda não arrumei) muitos casacos, mantas e a saudade que vou sentir. Levo pouca coisa de valor, já que da última vez levei tudo e voltei de mãos vazias.

Um beijo pra quem fica.
Nós fomos à geladeira!
Até mais!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Um conto sem ponto

Conto de Fadas que é realidade? Talvez.

Não sabia se podia tornar público isso, mas vou. Talvez eu seja assassinada, minha mão seja arrancada e dada de comida a um cão e os restos sejam enterrados e concretados. Mas eu vou contar.

Hoje recebi um e-mail que esperei por muito tempo. Um mês. Provavelmente vocês estejam pensando que um mês não é muito tempo, mas digo: foi uma eternidade. Provavelmente o melhor e-mail que eu tenha recebido dos 4G que já ocupam o meu g-mail.

Escrevo, agora, ainda com lágrimas nos olhos e com uma poça d’água no cobertor e nas teclas do note. O Lair acabou de me olhar e se desesperar com o meu rosto inchado...

O e-mail era de quem mais senti saudade até hoje. Há um mês, foram tempos difíceis. Foram dias nublados, com grandes preocupações. Tentei por muito tempo ajudar alguém especial que estava passando por um momento complicado e, depois disso, de tudo resolvido, ela desapareceu da minha vida sem ao menos deixar eu argumentar. Talvez isso pudesse não ser tão arrasador se essa pessoa não fosse a tua melhor amiga. E se fosse?

É.. foram dias de angústia e de sofrimento. No final de semana chorei como há muito tempo não fazia. Desabafei no colo do namorado.

Hoje recebi o e-mail lindo. Era um pedido de desculpas, assumindo os erros e propondo uma continuação à história. Não podia terminar agora, contos de fadas não têm finais tristes. A nossa história é linda .. com direito a cinderelas, bruxas, fadas, maças envenenadas .... é o nosso conto.

Sinto tanta falta das nossas conversas, das fofocas (aliás, tenho várias), das minhas tentativas de colocar juízo naquela cabeça alemoa, dos nossos truques no truco. Quero tudo isso de novo!

E proponho, para que nunca mais corramos o risco de nos separarmos, que façamos de uma vez a nossa tatuagem...

E, queria muito, te abraçar antes de viajar!

Te amo Alemoa, e isso é sim, um SIM. Mas com uma condição: o teu time não pode ser campeão mundial esse ano!

Ps: Queria deixar claro que não é corriqueiro eu tornar público esse lado TÃO íntimo... mas achei cabível e merecedor.